Entre a Praça do Areeiro e a Alameda, há um edifício que parece igual a tantos outros da zona: uma fachada austera com janelas bem comportadas, e um certo ar sério de quem não está para grandes conversas. O seu nome original, “Português Suave”, não mudou. Mas lá dentro, a história é outra: vive-se de forma mais prática e pensa-se de forma mais aberta.
A reabilitação reorganizou todos os interiores da Almirante Reis, tendo em atenção os seus elementos originais, que foram mantidos sempre que possível. Na escada comum, a cortiça mantém um clássico, que marca o passo através de todos os andares. Onde antes havia cozinhas estreitas, os tão famosos “rabos de bacalhau”, agora há quartos. E junto às salas, espaçosas e iluminadas, cozinha-se com tempo, enquanto se fala com quem finge ajudar. A eficiência energética foi reforçada com painéis solares, com a caixilharia de vidro duplo e com o isolamento de cobertura, melhorias no âmbito do programa europeu “Sharing Cities”. Vendidos chave-na-mão, cada apartamento estava pronto para ser vivido ao nível que merece.

